10 dicas para sua cadeia de suprimentos

09 de maio de 2020
Última modificação: 09 de maio de 2020

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Blog, Lean

Introdução

Gerir uma cadeia de suprimentos, não é nada fácil. Ela precisa ser ágil o suficiente para suprir as possíveis flutuações de demanda que possam surgir e ainda conter problemas como: interrupções (acidentes, trânsito, greves, pandemias), mau condicionamento de matéria prima, transporte inadequado, atrasos, falta de comprometimento de fornecedores, fraudes e muitos outros. Por isso é importante desenvolver estratégias e estar pronto para agir em situações como as que descrevemos. Para te auxiliar em novas estratégias, neste artigo vamos elencar 10 dicas para cadeia de suprimentos. Antes de iniciarmos esta abordagem, quero antes levantar algumas questões importantes.

Diria que uma boa cadeia de suprimentos deve possuir foco em velocidade, economia de custos, produtividade e capacidade de resposta e flexibilidade às demandas do mercado. É através destas características que você consegue conquistar clientes e ganhar uma boa imagem no mercado. Acredite, o comprometimento com prazos e uma produção de qualidade (livre de defeitos), hoje em dia, é algo muito mais valioso do que se imagina.

Focando nesses pontos principais, vamos agora conferir as 10 dicas para cadeia de suprimentos. Consistem em estratégias para o seu negócio.

1. Visualize a cadeia inteira

Vamos começar do começo. Acredito que ter a noção global da cadeia de suprimentos é primeiro passo e se você não a tem, vamos conferir agora como fazemos isso. Entre as ferramentas da qualidade, existem duas em particular que são ótimas para lhe dar essa noção global. A primeira é o SIPOC que ajuda a esclarecer os elementos principais de um processo e a concordar com os limites do que eles estarão trabalhando, definindo fornecedores, entradas, processamento, saídas e clientes em detalhes. Parece balela, mas com essa noção detalhada por si só você já consegue identificar vários problemas e implementar melhorias.

O segundo é o VSM – Value Stream Mapping (Mapeamento de Fluxo de Valor) que mapeia o fluxo de material e informações, além do tempo de execução associado (lead time), por meio de múltiplos processos. Ao entender como o valor flui pela cadeia inteira pode-se propor a aplicação das ferramentas do Lean no local onde elas darão o maior impacto. Trocando-se, assim, o ótimo local pelo ótimo global, permitindo que os clientes tenham o que quiserem, quando necessitarem, sem atrasos e sem desperdícios.

Você confere os cursos de SIPOC – Mapeamento de Processsos e VSM em nossa formação em ferramentas da qualidade, disponível na Plataforma EAD FM2S.

2. Fornecedores (Suppliers)

Dando continuidade à sentença “Vamos começar do começo”, uma cadeia de suprimentos começa nos fornecedores, que desempenham um papel crítico nessa cadeia pois são eles que irão suprir a matéria-prima do seu processo. Sabendo disso você precisará avaliar e validar a capacidade de um fornecedor de atender continuamente às suas necessidades e fornecer material, componentes e serviços de qualidade a um preço competitivo. Seus departamentos de compras e garantia de qualidade geralmente são as equipes encarregadas de negociar contratos com fornecedores, coletar e assimilar informações sobre fornecedores.

É extremamente importante no caso de fornecedores, que você tenha um plano B, ou seja, terceirizar, gerenciar e acompanhar os fornecedores quando as coisas não saem conforme o planejado. A chave quando falamos de fornecedores é manter um bom relacionamento isto significa realizar pagamentos em dia e negociar descontos e prazos. Depois de se estabelecer uma relação de confiança fica mais fácil seguir em frente com os negócios.

3. Padronização ERP

A terceira das 10 dicas para cadeia de suprimentos, é a padronizar. A padronização de processos é fundamental para o sucesso de qualquer estratégia da cadeia de suprimentos. Ter um sistema ERP padronizado aumentará a eficiência, economizando tempo e dinheiro. Outro benefício é que os funcionários compartilham um sistema padronizado de ferramentas, o que aumenta a precisão, incentiva o trabalho em equipe e reduz a falta de comunicação.

Um sistema ERP também ajuda a realizar compras automáticas além de controles de estoque, uma parte crítica de qualquer estratégia da cadeia de suprimentos. A compra automática liberará os funcionários para se concentrarem em outras tarefas importantes.

Um Sistema ERP também é capaz de corrigir diversos erros como desperdícios, desvios de mercadorias e recursos e até fraudes, que são problemas frequentes de uma má gestão da cadeia de suprimentos.

4. Gerenciamento de estoques em tempo real

Existem diversas estratégias de gerenciamento de estoque. Existem empresas que, mesmo com um sistema Just-In-Time, trabalham com estoque de segurança, outras preferem trabalhar sobre demanda, ou seja, com uma produção puxada e estoques mínimos. E ainda existem aquelas que preferem um gerenciamento tradicional, com estoques grandes de produtos, principalmente daqueles que demoram para ser fornecidos ou produzidos.

Acontece que o gerenciamento tradicional de estoques envolve o uso excessivo de planilhas e listas verificadas manualmente. No entanto, o software ERP moderno oferece recursos de inventário que fornecem visibilidade em tempo real dos níveis exatos de estoques. Além disso, o software tradicional de gerenciamento de estoques possui escalabilidade limitada, enquanto o software ERP moderno possui flexibilidade ilimitada que corresponderá ao crescimento e às necessidades exclusivas de seus negócios.

Confira nossa planilha de gestão de estoques disponível gratuitamente em nosso material de apoio.

5. Just-in-time (JIT)

Ainda atrelado ao ERP e fundamentado na metodologia Lean Manufacturing o Just-in-Time é uma estratégia de produção altamente eficaz para gerir sua cadeia de suprimentos. Os sistemas ERP funcionam naturalmente bem com a manufatura just-in-time para diminuir os custos de inventário e aumentar a rotação de estoque. Como resultado, haverá menos custos indiretos e erros de comunicação no atendimento de pedidos. Opere com os níveis ideais de estoque e reduza os custos do armazém.

6. Simplifique a cadeia de suprimentos de entrada

Com a frequente mudança das empesas de catálogos para o comércio eletrônico, isso configura mudanças na conformidade do fornecedor, no empacotamento para exibição direta no cliente e também confere mudanças em todos os sistemas de ERP, que deve estar atrelados ao e-commerce.

O objetivo é poder aceitar uma alta porcentagem de recebimentos de pedidos de compras sem qualquer retrabalho e fazer com que o fornecedor assine seu programa de conformidade. Muitas empresas usam consolidadores de frete para remessas de entrada, resultando em custos de frete significativamente mais baixos em sua cadeia de suprimentos de comércio eletrônico.

7. Programas de fornecedores de envio direto

Esses programas de fornecedores de envio direto são conhecidos como dropshippings e está sendo uma estratégia bastante adotada nos mercados de hoje em dia. Os compradores geralmente selecionam os produtos que consideram mais vendidos, e muitos são repassados devido a preocupações de estoque e espaço. No entanto, muitas empresas de comércio eletrônico podem oferecer uma linha completa de fornecedores em vez de apenas produtos selecionados por meio de um programa de envio direto. Isso pode levar ao aumento das vendas sem comprometer o dinheiro do estoque, principalmente com produtos de baixa rotação.

8. Identificação por leitores automáticos

Pensando num exemplo de uma empresa automobilística, para a montagem de um carro, existem diversas peças que são pequenas e, a contabilidade destas em estoques é extremamente difícil de ser feita manualmente.

Implementar um sistema de identificação por leitores automáticos (QR codes ou mesmo códigos de barras) já acabaria com esse problema, conferindo agilidade no processo e dando ainda mais tempo para concentrar esforços em outras atividades.

9. Análise de Dados

A tomada de decisão para sua estratégia de cadeia de suprimentos depende de dados e informações precisas e oportunas. Ter relatórios em tempo real disponíveis o tempo todo fornecerá informações valiosas sobre a integridade da cadeia de suprimentos do seu negócio de manufatura. O software ERP permite que os usuários e a gerência possam acessar instantaneamente dados de inventário, compras e produção para fins críticos de tomada de decisão.

10. User experience

Esta é uma tecla que insistimos, a Experiência do Usuário. Essa experiência envolve muito mais do que somente entregar o que o cliente pediu na quantidade certa e com uma qualidade elevada. Ela transcende todos esses parâmetros e envolve muita criatividade. Trazer o cliente para mais perto é uma das estratégias de experiência do Usuário que vem conquistando clientes, ou seja, traga ele para conhecer a sua fábrica, os seus processos. Dê a ele uma amostra de confiança, produtos extras ou até mesmo a chance de experimentar em primeira mão um novo produto desenvolvido pela sua empresa. Pensar em estratégias de UX pode ser a chave para o seu negócio, principalmente quando se trata da conquista de grandes clientes.

Utilizando essas 10 dicas para cadeia de suprimentos, você confere agilidade à sua cadeia de suprimentos propondo constantes melhorias e evitando problemas. Além de realizar um gestão eficiente da sua cadeia de suprimentos, um bom atendimento aos clientes e um bom relacionamento com fornecedores é chave para manter-se competitivo no mercado.

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